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Entre 2004 e 2006 tinha ficado com a melhor impressão de uma marca, que até à data pouco ou nada me dizia…. a Volvo!
A minha convivência com um S40 1.6 a gasolina foi a melhor possível e, recentemente, perante a ideia de trocar de carro, a Volvo apareceu novamente no meu horizonte de escolhas, desta feita na pele de um C30 1.6D, ‘R-design’ de 2011!
Aqui fica a minha curta, mas conturbada, história com o 17-MB-22…. 🙁

Perante as evidências de uma ‘crise’ confirmada que se abateu sobre todos os Portugueses, a opção por um carro recente, com poucos kms e económico, recolheu as preferências familiares e, depois de algumas outras opções terem sido consideradas, a escolha pelo mais pequeno dos Volvos, pareceu-me mais ou menos sensata…. mal sabia eu o que me esperava!
O ‘MB’, com menos de 19.000km percorridos e a 1ª revisão feita há menos de 1.000km, veio cá para casa no final do mês de Agosto, com o propósito de ‘servir’ para os próximos anos…
A versão ‘R-design’, prima por uma dotação muito generosa de equipamento, não faltando ‘sofisticações’ como estofos em pele, cruise control, start&stop, alta fidelidade ‘High Performance Sound’ com ligação para iPod, jantes de 17′, etc.
Em branco, confesso que este modelo de carácter exclusivo e, de certa forma ‘understated’, vê acentuado o seu carácter ‘cool’ e realçado o seu ar ‘premium’.

 O motor presente no meu C30 era o 1.6D de 115cv (de origem PSA), com caixa manual de 6 velocidades, suficientes para uma velocidade máxima a rondar os 195km/h e uma aceleração dos 0-100 em 11.3s.
Destaco o silêncio e suavidade demonstradas por esta unidade, pecando só por uma certa ‘apatia’ abaixo das 1.800/2.000rpm.
 O conforto a bordo merece nota de destaque, para o que muito contribui o extenso equipamento a bordo, destinado a tornar o dia-a-dia numa experiência relaxante… quase  ‘zen’! 🙂

 

 O apetite por diesel é ‘magro’,  em redor dos 6.0litros/100, tal e qual como se quer nestas alturas mais ‘cinzentas’…
Porém, e antes que a minha crónica vire um texto completamente desinteressante, ao melhor estilo de algumas publicações nacionais, vamos ao que interessa…
Passadas 2 semanas após a entrega do carro, comecei a aperceber-me de algumas ‘falhas’, que prontamente  reportei ao concessionário oficial Volvo (AutoSueco em Queluz) onde o havia adquirido.
Comecei por verificar uma vibração no carro assim que se ultrapassavam os 100/110km/h, que o sensor de chuva estava inoperacional, para além das respectivas escovas, que uma das tomadas auxiliares do rádio fazia mau-contacto e, mais grave, que havia um comportamento ‘estranho’ na resposta do carro, sobretudo em baixas rotações!
Tendo entretanto ‘diagnosticado’, por livre iniciativa, que 3 dos 4 pneus se encontravam ‘ovalizados’, entrei de imediato em contacto com o concessionário para agendar uma revisão ‘geral’ ao carro.
Prontamente se disponibilizaram a trocar os pneus (por outros com apenas 1.000kms) e a solucionar as referidas falhas mas, quanto ao comportamento do carro, começaram a tocar aquela música do ‘ah, isso é mesmo assim…’

 

Já não bastava terem-me entregue o carro sem se assegurarem que estaria tudo ‘ok’, como agora ainda me estavam a tentar ‘atirar areia para os olhos’… não estávamos a começar bem! 🙁
Quando me entregaram o carro, o chefe da oficina disse-me que não tinham detectado nada de anormal no carro e que se tinham limitado a fazer uma ‘actualização do software’.
A conversa não me convenceu e, tal como esperava, o carro estava exactamente igual…. facto que reportei 24h depois!
Tive que esperar aproximadamente 3 semanas até que pudesse voltar a deixar o carro na Volvo para nova análise mais detalhada…
Em finais de Setembro, o C30 dá entrada na Volvo e, ao final de 2 semanas, sou informado pelo chefe da oficina que tinham avançado para a troca dos 4 injectores (a cobro da garantia de fábrica), nova actualização de software e que tinham inclusivamente contado com a visita de um ‘técnico da fábrica’, para se assegurar que o carro estava, efectivamente, a 100%!
No dia combinado para levantamento do carro, sou surpreendido com uma cena digna de um filme cómico!
O chefe da oficina atende-me e informa-me que vai buscar o meu carro…. nisto, apercebo-me do meu carro a sair da oficina para o exterior, envolto numa nuvem de fumo que saia debaixo do capot e a fazer um barulho de ‘toc-toc-toc’ como se algo estivesse ‘solto’ dentro do motor!!
Como devem imaginar…. saltou-me a mola!!
Estava sem o meu carro há quase mês e meio (apesar de me terem munido de viatura de substituição) e era chamado ao concessionário para levantar um carro que estava, digamos…. avariado!! Lamentável!

 

 Pedi para falar com o chefe das vendas e, naquele momento, decidi cancelar o negócio e exigir o meu dinheiro de volta! 
Estava claramente com um mau pressentimento….
Duas semanas mais tarde, sou informado de que o carro estava pronto… outra vez! (soube mais tarde – pelo chefe da oficina – que a fumarada era proveniente de um dos injectores, cujo grampo de fixação se tinha partido na montagem)
Dia 13 de Novembro, vou levantar o carro às instalações da AutoSueco (pela 3ª ou 4ª vez) e, ainda no parque, e simplesmente por pressionar o pedal do acelerador, disse ao chefe das vendas: ‘O carro está na mesma e começo a achar que me estão a tomar por parvo!’
O sujeito argumentou, afiançando-me que o carro estava a 100%, comprovado pelo técnico da fábrica, e que todos os parâmetros medidos pelas máquinas se encontravam ‘sem erros/ok’….
Confesso que trouxe o carro sem vontade nenhuma e convencido de que rapidamente lhes estaria a bater novamente á porta!
Assim fiz, conduzi cerca de 400km para ter a certeza que não estava a cismar contra o carro e pedi a pessoas ‘isentas’, que experimentassem tb o carro… uma delas, um ex-jornalista da ‘AutoHoje’ com 12 anos de experiência na matéria!

Eu não estava maluco…. o carro continuava com o mesmo problema!! O acelerador continuava com um atraso na resposta, fazia um ‘fosso’ entre mudanças e abaixo das 2.000rpm fazia uns soluços intermitentes…
Para mim chegava!
Voltei a entrar em contacto com a AutoSueco e disse-lhes que a minha paciência tinha chegado ao fim! Queria o meu dinheiro de volta e ponto final!
Pediram-me então que estivesse presente numa reunião com o responsável técnico no dia 28 de Novembro…
Lá fui à reunião e, depois de 2h de conversa, 60kms ao volante do meu carro e 20km ao volante de outro C30 com o mesmíssimo motor, saí da AutoSueco com a confirmação, por escrito, de que o meu carro tinha um ‘problema’!!
Tinham passado mais de 3 meses desde a data da compra…. 🙁
O responsável técnico pediu-me então uma derradeira oportunidade para resolverem o problema, caso contrário, me devolveriam o dinheiro….
Como não gosto de ser inflexível…. concordei… e lá ficou o C30 na oficina…. outra vez….
Infelizmente, e confesso que não foi para mim nenhuma surpresa, os dias passaram e o silêncio da AutoSueco levou-me a recear que este tema se fosse arrastar indefinidamente entre o concessionário e o importador…
Assim, dia 10 de Dezembro dirigi-me por escrito (como vinha fazendo desde Agosto) à AutoSueco e impus como data limite para resolução desta questão o dia 14 de Dezembro, data a partir da qual estaria disposto a recorrer a outro tipo de mecanismos legais….
Dia 13 de Dezembro, sou convocado para nova reunião, dia 17 de Dezembro, desta feita com o Director da Plataforma Lisboa Norte da AutoSueco, na qual, de acordo com o responsável técnico da AS de Queluz, me iriam ser apresentadas propostas comercias com vista a sanar a questão… aparentemente, a Volvo Car Portugal (importador da marca) nem tão pouco lhes havia dado resposta….
Resumindo e baralhando, a reunião de dia 17/12/12 esteve longe de corresponder às minhas expectativas, enquanto cliente lesado há mais de 4 meses. 
As ‘propostas comerciais’ apresentadas iam mais ao encontro das necessidades da AutoSueco do que propriamente das minhas (o que me decepcionou francamente) e assim, voltei a insistir na simples devolução do dinheiro por retoma do ‘microondas’ R-design!
Depois de alguma ‘resistência’, no dia 20 de Dezembro/2012 o dinheiro estava creditado na minha conta e  no dia seguinte entreguei a viatura de cortesia e assinei a declaração de venda do C30….. end of story!
Um azar, um grande azar… sobretudo porque gostava mesmo do carrinho…. Mas tal como o meu passado automóvel já me fez ver noutras ocasiões…. Carro que nasce torto, tarde ou nunca se endireita!!
Aproveito para agradecer à AutoSueco o facto de sempre me terem disponibilizado uma viatura de substituição, fosse por 3 dias ou 3 semanas e pela seriedade demonstrada ao longo de todo este infeliz acontecimento!
Nota muito negativa para a atitude do importador; a) enviando um técnico que, manifestamente, não sabe o que anda a fazer e b) que pouco ou nada fez para colmatar esta situação!
Ainda hoje estou à espera de resposta a um email, enviado em meados de Novembro/2012, ao ‘Serviço de apoio a clientes Volvo’….
Com posturas comerciais assim, não há-de o sector andar moribundo…..

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