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Já tinha comprado carros cedendo a tentações que pouco ou nada tiveram de racional mas, e com a excepção feita a um certo Jaguar XJR, nunca tinha comprado um carro por simples precipitação…. Mas, desta vez, foi esse o caso…. vendi o TT ‘sem querer’ e depois do dinheiro na mão e o carro entregue ao stand, não havia volta a dar…. e como se não bastasse, ainda arranjei uma valente desavença com a minha Mulher porque…. tinha-lhe vendido o ‘carro fetiche’!! Estava o caldo entornado….:-(
Como a vida famliar não funcionava só com a carrinha Audi e a minha bela Bulldog 1100 (a beleza abaixo)

 

 Lá parti eu em busca de um 2º carro…. procurava algo recente, com poucos quilómetros e, de preferência, com algum ‘fun factor’ 😉
Depois de refinar os critérios de busca, comecei a fixar-me num conceito que muito aprecio; os ‘Pocket Rocket’! A preencher todos os requisitos necessários, perfilou-se então um Citroen C2 1.6VTS (125cv) de 2006 com menos de 40.000km, também conhecido por; 65-BM-61!

 

O C2, para além do seu ar discreto e simpático, vinha muito bem equipado, contemplando 6 airbags, AC, ESP e um excelente auto-rádio!

 

De origem era também a mala em versão ‘para hamsters’ e uma posição de condução menos boa… ou se estava de pernas bem esticadas, mas longe do volante, ou se estava perto do volante, mas com as pernas demasiado flectidas…:-(

 

Obviamente, tudo isto deixava de ser muito importante na hora em que se dava à chave, se metia a 1ª e pimba!!! 7.200rpm com ele!!! Ah e era assim com as outras velocidades todas!! 😀
O pequeno 1.6 16v  de 125cv era ávido por rotação e com uma caixa curtíssima que fazia a 5ª ‘esgotar’ com o velocímetro a indicar pouco mais de 200km/h, era uma alegria espremer o C2 em mais ou menos 99% das ocasiões!! Era também uma excelente forma de disfarçar a falta de binário deste pequeno bloco (143Nm às 3.750rpm), portanto, andamento que se sentisse, era algures entre as 4.000 e as 7.000rpm! Gáááás!! 🙂
A verdade é que apesar deste tipo de utilização mais ‘exigente’, nunca fui surpreendido por facturas de gasolina fora do normal… leia-se, mais de 10 litros/100!

 

 A nível de estabilidade, sou franco em dizer que foi um carrinho que me surpreendeu pela positiva, apesar de se tratar de um ‘peso-pluma’ com pouco mais de 1.000kg e de um carácter claramente sub-virador! Jantes de 16 polegadas, calçadas com Michelin Sport 195/45, ajudavam à festa e as maxilas pintadas de vermelho, rematavam no aspecto ‘racing’ ! 😉

 

 

Em termos de conforto interior nada a apontar (se não quiserem debater sobre o ridículo espaço para as pernas dos lugares traseiros) … AC muito eficiente e um rádio de alta qualidade (Alpine com ligação para iPod) ajudavam a disfarçar a dureza/secura da suspensão, que aliás, não deixa de ser mais do que uma mera característica deste tipo de pequenos desportivos… a colocação dos comandos dos vidros eléctricos junto ao comando da caixa é que…. não lembra nem ao Diabo!
Não sendo de todo um carro para grandes distâncias – imaginem o que era fazer 300km de AE a 160km/h com a 5ª  a ‘berrar’ para além das 5.000rpm – era concerteza o companheiro ideal para ‘aquela’ estradinha de montanha em que, da 2ª à 4ª, só se dá tréguas ao ‘andamento’ quando o pedal de travão já só pára no tapete (é, aconteceu-me… mais do que uma vez)!! 😀

 

Ah! e outra coisa…. e o gozo de ver as caras dos ‘surpreendidos’ quando constatavam que, afinal, o ‘VTS’ de lado não era propriamente designação de mais um ‘comercial a fingir’… ahahahah TOP! Diria mesmo…. priceless!!
É que falo verdade que quando digo que a 3ª e 4ª desta pequena ‘bombinha’ serviam para deixar muitos carros de ‘maior porte’ em sentido!!
Ficou a faltar ‘tempo’ para um kit de admissão completo da K&N, uma linha de escape em inox e de um upgrade aos travões…. tenho a certeza de que ficava um VTS mais ‘R’…. 😉

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