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Texto e Fotos: Pedro Bastos
Pós Produção: João Meneses Photography
Os últimos dois membros da família i30 que pude conduzir, vinham equipados com motorizações a gasolina, as quais, mesmo no caso do 2.0 litros turbo que equipa o i30N Performance, primam pela sua suavidade e agradabilidade de funcionamento.
Recordo com particular agrado o convívio superior a 800kms com o i30 Fastback 1.4T de 140cv, chegando ao cúmulo de me ‘enganar’ como motor ao ralenti, levando-me a crer que o ‘start&stop’ teria desligado momentaneamente o 4 cilindros turbo.
Isto leva-me aos primeiros instantes de convívio com a versão SW do i30, desta feita equipada com a motorização diesel 1.6 CRDi de 136cv e caixa manual de 6 velocidades…. Caso para dizer, 1.4T, volta que estás perdoado!
A frio, fui brindado com um ruído omnipresente por todo o habitáculo, sendo que somente após ganhar alguma temperatura é que pude apreciar a boa isenção de vibrações transmitidas ao volante, pedais e caixa. No entanto, apesar de bem filtrado, não deixei de sentir o motor como mais ruidoso do que esperava, sobretudo quando em carga ou acima das 3.000rpms.
Esta versão com caixa manual (em opção com caixa 7DCT), disponibiliza 136cv ás 4.000rpms e um binário máximo de 280Nm, constante entre as 1.500-2000rpms.
Apesar destes valores alinharem com a concorrência, senti este motor como bastante mais ‘preguiçoso’ e com menos disponibilidade para progredir do que por exemplo no caso do Fiat Tipo equipado com o 1.6 Multijet de 120cv.
Deixar cair este CRDi para rotações perto das 1.500rpms ou abaixo disso, resulta num generoso ‘lag’ e grande dificuldade para recuperar, aconselhando-se um recurso pronto à suave, mas de curso longo, caixa de velocidades.
Em velocidades de cruzeiro de 120/130km/h em 6ª velocidade, o motor descansa pouco acima das 2.000rpms e graças a um bom isolamento do habitáculo, rodamos com um nível bastante aceitável de ruído a bordo.
A marca anuncia um consumo médio inferior a 4.0l/100 para este modelo, mas durante o ensaio, não me foi possível registar menos de 6.2l/100 em trajectos diversificados.
No plano dinâmico, trata-se de uma station com um comportamento bastante neutro, bem filtrado e previsível, com um pisar de taragem macia, coadjuvado por um tacto de travão muito mordaz e com um significativo ‘stopping power’.
Esteticamente… é uma Station. As linhas são harmoniosas e bem proporcionadas, sendo que gosto particularmente do resultado final que a Hyundai conseguiu conferir à frente da nova família i30… Acho que uma versão ‘N’ lhe ficaria a matar!
O interior é cinzento, muuuito cinzento… e ainda mais cinzento.
Plásticos moles não abundam, mas a qualidade de construção para um produto deste nível de preço, é bastante boa, garantindo uma isenção total de ruídos ‘indesejados’.
O habitáculo é espaçoso quanto baste para 5 adultos e a mala disponibiliza uns generosos 600litros. Uma vez rebatidos os bancos traseiros em 60/40, obtemos nada menos do que 1.650 litros de capacidade de carga.
Em termos de equipamento disponibilizado, nada a apontar: ecrã multifunções táctil de 8 polegadas com navegação e interface para telefone, ar condicionado automático bizona, sistemas de segurança Hyundai SmartSense, cruise control com aviso de manutenção de faixa de rodagem, etc.
Para um veículo de cariz marcadamente familiar, equipado com uma motorização diesel e todas as comodidades expectáveis nos tempos que correm, uma etiqueta de preço pouco acima dos 30.000€, situa-o muito bem junto da concorrência, ao qual se junta ainda uma garantia de 5 anos sem limite de quilometragem.

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