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Depois de viver um dos dias mais emocionantes da minha ‘história automóvel’, ao comprar um BMW (E39) M5 de 400cv em Dezembro de 2002, preparava-me para um momento ainda mais marcante (algures em Maio de 2003)…. Vendê-lo!!!! 😉
Depois da convivência ‘agri-doce’ com o M5, tendo a parte ‘doce’ marcado menos presença do que a ‘azeda’, eu estava decidido a abdicar do ‘regimento de cavalaria’ do V8 de 5.0 litros e ‘partir para outra’, acreditando convictamente que iria ter melhor sorte com a minha próxima escolha!
Aproveitando o facto de me manter por terras espanholas, decidi diminuir o factor risco e optar por um carro novo, ‘zero’ kms.
É então que me deslumbro com o recém-lançado A4 Cabrio e avanço para aquele que viria a ser o meu primeiro descapotável, em versão 2.5 V6 TDi de duas rodas motrizes…. o 4702 CHW !

 

Entregue o M5 (entre várias tropelias em que o avaliador argumentava que o carro ‘não andava’), levantei o meu novo Audi num dia quente de Maio (+30 graus) e por felicidade de conjugação de horários, dirigi-me de imediato para Lisboa, ‘despachando’ logo meia-rodagem!
O trabalhar do V6 TDi era extremamente suave e apesar de ser a versão de (apenas) 163cv, tinha uma característica que muito apreciava; um binário constante de 310Nm entre as 1400rpm e as 3600rpm!

Este facto tornava o motor bastante ‘elástico’, apelando sempre a uma condução descontraída, convidando a utilizar as mudanças mais altas, tendo um impacto directo nos consumos e no silêncio a bordo.
A qualidade de construção era tipicamente Audi! Uma excelente escolha de materiais aliada a uma construção isenta de falhas, permitia, mesmo em mau piso e de capota recolhida, uma total isenção de ruídos no habitáculo.
A capota em lona, de 3 camadas, era totalmente eléctrica e permitia um isolamento acústico muito bom, superando as minhas estimativas mesmo em velocidades bastante elevadas!
Em termos de equipamento de série, e por se tratar de uma versão ‘espanhola’, vinha reduzido ao mínimo e indispensável sendo a qualidade do hi-fi o item que mais se destacava!

O conforto era bastante bom e só uma nota menos positiva para os lugares traseiros, com pouco espaço para os pés e com um ângulo de encosto para as costas excessivamente ‘direito’.
O V6TDi imprimia um andamento bastante satisfatório ao Cabrio mas, para alguém que vinha de um carro de 400cv, a ‘coisa’ sabia a pouco…. Assim sendo, não tardei muito a recorrer à SpeedFactor (Engº Pedro Costa), onde fiz uma reprogramação ‘tailor made’ ao meu carro, passando o ‘CHW’ a debitar uns bem mais interessantes 215cv e 410Nm de binário, comprovados em banco de potência!
Os consumos ressentiram-se ligeiramente, passando dos habituais 8/9 litros /100 para 9/10… ainda assim, aceitável.
De origem, o meu cabrio vinha equipado com uns ‘magros’ 215 em jantes de 16′, fazendo lembrar um jogador da NBA a calçar 34!
Avancei então com um ‘upgrade’ para 235/40 em jantes de 18′ e….. 2 semanas depois, arrependi-me, tendo o carro ficado bastante mais ‘rijo’ do que pretendia 🙁
Esperava algum consumo de óleo, como é hábito nos TDi do grupo VAG, mas até precisar da 1ª revisão, ao cabo de 25.000km, não pediu nem um pingo!
Todos os quilómetros que fiz ao volante deste carro foram um verdadeiro prazer (sobretudo porque muito provavelmente a maior parte foi de cabelos ao vento) e não fosse uma irritante tendência para se ir abaixo, obrigando a dosear milimetricamente o pedal da esquerda, diria mesmo que este ‘espanhol’ tinha sido o melhor carro que tinha tido até então! 🙂

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